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domingo, 1 de fevereiro de 2015

ODIN SACRIFICA SEU OLHO


Boa noite amigos,

Hoje vamos conhecer mais sobre Odin, "O Pai de Todos". Este é o pai de Thor e amigo de Loki, e é um dos personajens mais conhecidos na atualidade!

Odin, Allfather (Pai de Todos), também conhecido como Wotan, é o Deus Supremo dos Deuses Aesir. Adota vários outros nomes durante suas aventuras e viagens, de acordo com o papel que vai desempenhar. É o Deus da vida e da morte, da guerra e da vitória, virá também, a ser soberano de vários outros atributos durante sua história.

É filho de Bor e a gigante Bestla e irmão de Vili e Vé. Os três irmãos formam a Tríade Divína que criaram o Universo suspenso em Yggdrasill, a Árvore da Vida. 
De longa cabeleira e barba grisalha, veste normalmente, uma capa com capuz de um azul índigo. Usa um anel (Draupnir) e uma lança (Gugnir), ambos objetos mágicos feitos pelos anões. É considerado uma figura misteriosa e paradoxal e falava somente em versos, usando belas e tocantes palavras.

Odin é um Deus misterioso, persuadia e seduzia a todos para atingir seus objetivos. Sábio, mas sempre ansiava por mais.




ODIN EM BUSCA DA SABEDORIA ANCESTRAL


Já passado algum tempo após a criação do Universo, Odin contempla os Nove Mundos de Yggdrasil. Olhando lá do céu, onde fica Ásgard, reflete sobre a responsabilidade que tem sobre o Universo criado. Sente-se despreparado para tão árdua tarefa. Coça sua barba, passa a mão pelos seus fartos cabelos grisalhos, anda de um lado para outro procurando, dentro de sua mente, por alguma solução. Terá de defender estes reinos do caos para perpetuar a ordem.

Então decide viajar até o submundo, até a Fonte de Mímir, cuja água detém o poder da sabedoria ancestral. Terá de descer pela Árvore da Vida, até a raiz onde fica Jotunheim, o Mundo dos Gigantes de Gelo e de lá, descer para a Fonte.
A procura de auxílio e companhia para viagem, escolhe dois corvos para sentarem em seus ombros. A um dá o nome de Huginn que significa pensamento e ao outro, Muninn, que significa memória. Ensina-os a voar a sua frente, reconhecer o caminho a ser tomado e avisá-lo de tudo que há e acontece neste trajeto.

"Huginn e Mininn voam a cada dia
Sobre a terra espaçosa.
Eu temo por Huginn,
Que ele não volte,
Ainda mais ansioso estou por Muninn."
                         Grimnismál (Edda Poética) 

Escolhe dois lobos, considerando que são animais com sentidos apurados e inteligência social. Uma vez que sua sobrevivência depende de quem os cerca, também se tornam criaturas protetoras. Figuras fiéis, guerreiras e heroicas que enxergam muito bem à noite, são uma opção perfeita como guias. Dá a eles o nome de Geri e Freki. Serão sua companhia e lutarão a seu lado em todas as batalhas. Odin admira sua bravura, sua determinação e como se movem silenciosamente pela paisagem. Lhes será muito grato pela sua fidelidade, e os alimentará melhor que a si mesmo.

Acostumado às batalhas,
O triunfante senhor dos exércitos,
Sacia Geri e Freki,
Mas  ele, o famoso nas armas,
Odin, vive apenas de vinho
          Grimnismál (Edda Poética)

Quer se manter incógnito e por isso escolhe um manto cinza com um capuz que lhe cobre a face e adota o nome de Ganglieri, que significa, o andarilho. Leva um odre de vinho para se alimentar e sua lança mágica Gugnir. Esta lança mágica forjada pelos anões, habilidosos com metais, jamais erra seus alvos. Sentindo-se pronto para viagem planejada, inicia sua jornada saindo no meio da noite.

Alcança a maravilhosa floresta que cerca Ásgard. A luz da lua lhe acompanha clareando seu caminho e silenciosamente agradece a Mani (Lua), olhando para o firmamento. Consegue ver nitidamente as árvores altas e frondosas, os animais que aí habitam e a relva fresca exala sob seus pés. Os pássaros lhe homenageiam com lindas melodias. Os animais espiam curiosos e lhe seguem com o olhar. Todos sabem que se trata de Allfather, o pai de todos.

A Ponte Bifrost, é uma ponte formada por um arco-íris que liga Ásgard a Midgard, o Mundo dos Humanos. Seu guardião é o Deus Heimdal. Este tem os ouvidos tão aguçados que conseguem ouvir a lã dos carneiros crescer. Usa uma corneta chamada Gjallarhorn, para avisar os Deuses de qualquer movimento nesta ponte. Mas para passar por ela despercebido, Odin se identifica e alerta Heimdall a não fazer alarde, invocando sua outra arte: a do silêncio. Então desce discretamente até Midgard.

Odin e assim iniciar sua incursão por ela, de cima para baixo. Porém ali encontra Erda a Mãe Terra. A guardiã de Midgard não está disposta a lhe dar passagem. Então senta-se sobre a relva, apanha seu odre de vinho, toma um gole, e oferece a Erda. Apresenta-se como Ganglieri, o andarilho, e inicia uma respeitosa e sedutora conversa em forma de versos:


"Formosa senhora,
De olhos e cabelos da cor desta Terra, 
Ouve os apelos do meu coração.

Venho de longe,

Estou em apuros,
Preciso penetrar este solo 
Descer e seguir
Ao mais profundo rincão.
Á mais profunda raiz,
No mundo dos sonhos escuros,
Abaixo do frio e das névoas,
A Fonte de Mímir procuro,
Além de Niflheim, 
Está meu destino."

- Descubra sua face, para que eu possa vê-lo, e me poupe de suas    mentiras, andarilho, homem de poucas verdades. Não tente me impressionar com poesias e fala mansa. Conheço o que está abaixo de meu reino e certamente a Fonte de Mímir, o Sábio, não fica nas profundezas de Niflheim. 


Sem jeito e envergonhado com seu descuido, Odin joga seu capuz para trás, deixando à vista seu cabelo que lhe cai até os ombros e sua barba grisalha. Leva o odre de vinho até a boca e bebe outro longo gole, oferecendo-o novamente à Erda que também o aprecia longamente.

- Vejo que mentira é seu nome Odin. Porque andas disfarçado?

"Bela e amável senhora,

Ando no anonimato, sim,
Afim de ver se está tudo como outrora
Quando criei o Universo sem fim.

Em verdade, à Jotunheim me dirijo,
O Mundo dos Gigantes do Gelo,
O manto é meu esconderijo,
Para não ter de fazer aos gigantes um apelo,
Pois inimigos dos Deuses, 
Me colocam em perigo.

Vou à procura de Mímir,

De sabedoria preciso,
Ouvir conselhos antes de ir,
De volta à Asgard indeciso."

Então Odin a coloca a par de seus propósitos e Erda meneia seus cabelos em sinal de compreensão e passando e vê-lo com outros olhos, ferece-lhe água doce. Encorajado ele sorri e seguem bebendo o vinho do odre do Deus. Admiram o Sol que se põe, lindo, no horizonte! O céu se tinge de várias cores. O entardecer cria uma atmosfera que os envolve em encanto. Inebriados com a doce paisagem e também sob efeito do bom vinho que saboreiam, rolam na relva envolvidos pela paixão do momento e se entregam ao amor.
Acordam felizes pela manhã. Erda lhe dá permissão para descer pelas raízes abaixo da Terra e lhe jura passagem segura no seu caminho de volta, e ele diz que espera ansioso por este momento.
Odin continua sua viagem e desce pelas raízes. Silenciosamente agradece a Sol, a guardiã do Astro Rei pelo espetáculo que lhes forneceu na entrada da noite anterior.
Chegando a Jotunheim, puxa novamente seu capuz para o rosto e passa pelos gigantes discretamente. Penetra o subterrâneo daquele mundo até chegar ao fundo da raíz e alcança a fonte, seu destino.
Mímir está sentado à beira da fonte, absorvido pela leitura de um de seus pergaminhos. Seu semblante sério e sábio é sereno. Sua figura é imponente, mas envolvedora e o visitante se aproxima confiante. Levanta a cabeça e surpreende-se com a inesperada presença do encapuzado andarilho.
Odin tira o capuz a fim de que o sábio Deus o reconheça e lhe fala:

"Ó soberano da fonte,
Venho por seu saber,
Desta nascente preciso beber,
De seus conselhos tenho necessidade,
Para a ordem manter.
A ameaça do caos é constante,
É sombrio o futuro dos Mundos.
De cada ser e todas mentes,
Dos falantes aos mudos,
A sede de poder os seduz."

Mímir observa a figura á sua frente. Um velho senhor de cabelo e barbas grisalhas, reconhece Odin, então fala:

- Senhor do Universo, seja bem-vindo à minha morada! Estou lisonjeado que venha a mim pela sabedoria ancestral! Posso lhe dar de beber da minha fonte, pois todos meus conselhos irás receber através de somente em um gole. Porém terás de me dar algo em troca, o sacrifício de sua dedicação, e assim provarás as boas intenções que tens. Se procuras por soluções para seus domínios, o preço não será alto.

"Que lhe posso oferecer,
em troca de tão valiosa bebida?
Nada trago para merecer,
tão única benesse, 
talvez necessitas receber,
algum favor em contrapartida?"

- Agradeço sua generosa oferta, demonstra confiança. Tu, “O Buscador”, centrado na sua realidade, propondo-se a mergulhar em seu interior para obter informações que auxiliem a transformação que virá com o conhecimento e os segredos dos Mundos. O preço para tudo isto deverá ser significativo. Em troca do que buscas deverás depositar no fundo da fonte, teu olho esquerdo, símbolo da razão e assim firmar um compromisso.

"Alto é seu preço, Mímir!
Porém não tenho escolha,
somente com sabedoria posso seguir,
de volta a Ásgard e de lá administrar,
a ordem para os mundos conseguir."

Odín lhe deposita seu olho esquerdo na Fonte Milagrosa. Com um gole apenas, desta água clara e límpida, absorve tanta sabedoria e poderes que passa a conhecer segredos inimagináveis antes detidos apenas por Mímir. E assim se despede:

"Sábio e poderoso Deus,
Com profunda gratidão me despeço,
Poderes levo para os céus,
De ignorância não mais padeço!"

Com uma reverência, despede-se, deixa o domínio de Mímir e inicia sua volta aos céus. Ali doa-se em sacrifício ao Universo e se pendura em uma raiz de Iggdrasil. Permanece suspenso, enforcado, por nove dias e nove noites, imolando suas costas com sua lança. Dali visualiza, abaixo de si, as runas e ao lado um escudo brilhante, no qual escreve todos os sinais desta escritura sagrada que lhe foi presenteada.



“Suspenso na Árvore assolada pelo vento,
Durante nove dias e nove noites fiquei.
Trespassado por uma lança, uma oferenda para Odin,
Eu mesmo me sacrificando e oferecendo-me a mim.
Amarrado e suspenso estive naquela Árvore,
Cujas raízes têm uma origem desconhecida aos homens.
Ninguém me deu pão para comer,
Ninguém me deu algo para beber.
Ao espreitar as profundezas abaixo de mim,
Agarrei avidamente as runas,
E apossei-me delas, dando um grito feroz.
Depois caí perdendo os sentidos.
(...)
Bem-estar eu alcancei com as runas, sabedoria também.
Amadureci e alegrei-me com meu amadurecimento.
Cada palavra conduziu-me a novas palavras,
Cada ato proporcionou-me novos atos e escolhas.”
                                “ Havamal”, estrofes 138 e 139 – Edda Poética




                                                             Jera - a Runa de Odin

domingo, 11 de janeiro de 2015

A PRIMEIRA AVENTURA DE THOR QUE VOU DIVULGAR

O ROUBO DE MJÖLLNIR (O MARTELO DE THOR)



Lembrem-se de que o “J” é pronunciado com “i”

Um dia Thor deu-se conta que seu martelo mágico havia sumido e pediu ajuda a Loki para encontra-lo. Loki pediu emprestado o manto de penas de falcão à deusa Freya e saiu voando até descobrir que Mjöllnir estava em poder do gigante Thrym que se recusou a devolve-lo. Queria, como resgate, a deusa Freyja em casamento.
Esta situação criou grande alvoroço entre os deuses de Asgard, que não queriam abrir mão da poderosa e mais linda das deusas, porém o martelo era sua maior preciosidade e a garantia da defesa do seu reino.
Freyja ficou muito irritada, e para apaziguá-la, o deus Heimdal sugeriu um plano audacioso. Thor deveria vestir-se de noiva e viajar até Jötumheim (o Mundo dos Gigantes) fingindo ser Freyja e acompanhada por sua dama de honra: Loki, também disfarçado. Thor tomou como insulto ter de se vestir de mulher, mas acabou cedendo para recuperar Mjöllnir, com o qual protegia Asgard a não sucumbir perante os gigantes.
Ao chegar em Jötunheim, a “noiva” e sua acompanhante foram recebidas com alegria, muita bebida e comida. Thor, porém, não conseguiu controlar seu apetite voraz, o que causou muita desconfiança em Thrym. Mas Loki argumentou que a “noiva” não comia à oito dias e oito noites, devido a ansiedade pelo casamento. O gigante ficou feliz e tentou beijar sua noiva levantando o véu que lhe cobria o rosto, mas se assustou com seus olhos faiscantes. Mais uma vez, Loki intercedeu e explicou que como ela não dormira por oito noites, devido ansiedade por se casar, estava com os olhos vermelhos e cansados.
Para apressar o casamento, Loki sugeriu que o martelo fosse trazido logo e colocado no colo de “Freyja” a fim de abençoar a união e dar-lhes muitos filhos. Thor já colocou sua luva (sem a qual o martelo não funcionava) e a manteve escondida embaixo do seu vestido. Assim que teve Mjöllnir em seu colo, matou todos os gigantes, inclusive Thrym. E foi assim que Thor e Loki voltaram triunfantes a Asgard.


Nesta cômica história, podemos reconhecer a dedicação e esforços de Thor para proteger os deuses e seu mundo. Abriu mão, mesmo que temporariamente de sua masculinidade, ele agiu como um verdadeiro Xamã. 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

PRINCIPAIS CARCTERÍSTICAS DE THOR

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DE THOR

NOMES: THOR (Donner, Donnar, Thunor, Thunar – de acordo com a lígua de cada região)



Deus Aesir, do trovão e do relâmpago, defensor de Asgard, guardião e protetor de Midgard, regente e padroeiro dos humanos, em especial os trabalhadores braçais, camponeses, escravos e viajantes. Nas uniões, era invocado para abençoar os casais, impondo seu martelo e colocando-o no colo de cada um, para abençoar sua união, e dar-lhes muitos filhos. Nos contratos, era invocado para sacramentar o compromisso dos envolvidos. Era o deus mais cultuado pelos Homens.

Filho de – Odin (o Pai Universal) e Erda (Jörd), a Mãe Terra

Principais irmãos: por parte de pai, Baldur, Hödur e Vidar

Esposa – a primeira: a gigante Járnsaxa, com quem teve o filho Magni (força), e segunda esposa: a deusa Siff

Filhos - Magni (força), Trudh (poder), Modhi (coragem)

Heranças - de Odin herdou os poderes sobre o ar, vento, tempestade, relâmpagos e trovões, e de Erda (Jord) o imenso poder da Terra Mãe e o cinturão mágico do poder, chamado Megingard.

Aparência física- um homem alto, corpulento, vigoroso de penetrantes olhos azuis, cabelos e barba ruivos. Usava túnica e botas de pele de urso, o cinturão da força e poder, martelo, luvas, elmo e anel (pulseira) de ferro, voava pelo céu numa carruagem de bronze puxada por dois enormes bodes pretos chamados Tanngnost e Tanngrisni, e de cujos cascos saíam faíscas de fogo. Estes eram seus piores inimigos, pois tornavam escassas sua alimentação.

Principais características – um dos deuses mais apreciados na Terra, era um guerreiro tempestuoso e impulsivo que estava em constante guerra contra os gigantes (que representavam as maiores dificuldades da natureza, tais como o frio de temperaturas extremas e neve (gigantes do gelo), os vulcões, (gigantes do fogo). Obediente, cumpria as ordens do pai sem questionar, protetor, justiceiro, prático, guloso.

Símbolos – Mjöllnir, martelo semelhante a um machado com uma lâmina de cada lado que após o lançamento voltava ao seu dono; Jarngreip, luvas de ferro, sem as quais o martelo não tinha força; Megingjard cinturão mágico; Armring, um bracelete que chamavam de anel, sobre o qual, junto com Mjölnir, eram feitos os juramentos nos ritos de passagem; elmo de ferro; roda solar; raios e trovões; menires de pedra, pilares de madeira de carvalho, runa Thuriaz.

Atributos - coragem, força física, proteção e defesa, fertilidade, virilidade, preservação da ordem, vitória, superar empecilhos.

Animais companheiros - dois bodes pretos (de cujos cascos saíam faíscas de fogo) que ele devorava quando tinha fome, devolvendo-lhes a vida em seguida impondo seu martelo sobre seus ossos colocados dentro suas peles.

Morada – Asgard, na região de Thrudheimer, palácio Bilskirnir (o relâmpago), com 540 quartos, das quais saiam seus guerreiros para ajudar os deuses nas batalhas.

Dia de celebração - quinta feira, Thursday (em inglês – baseado na runa Thuriaz que o representava), Donnerstag (em alemão), que significa o Dia de Thor.

Animais totêmicos - touro, bode
Cor – vermelha


NOTAS:
1 - É IMPORTANTE SABER como se pronunciam a seguintes letras: “J” é pronunciado como “i” e o “G” como o nosso “G” sem o “U” no meio do “G” e o “i” ou do “E”
2 - “Estas características são uma introdução para entender melhor suas histórias e sua posição entre panteão dos deuses nórdicos.”
3 – Tenham paciência, existem muitos e complicados nomes, mas com o tempo vão se acostumar...

4 – A próxima postagem será uma história de uma das aventuras de Thor.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

O ÚLTIMO DIA DO FESTIVAL DO YULE



Encontramos na ”Roda Solar” ou “Roda do Ano”, o Festival do Yule  que é a época do Solstício de Inverno no hemisfério norte, quando Baldur, a Criança da Luz e do Sol nasce e depois de sua morte renasce todos os anos nesta época. Dentro da Tradição Nórdica, esta festa durava 12 dias, de 20 a 31 de dezembro, do nascimento do Deus Menino até o Ano Novo. Este era o mais importante de todos os festivais.
Neste período, vários deuses visitavam a Terra. Odin, o Deus Pai, viajava pelo céu com Sleipnir, seu cavalo de oito patas, deixando presentes para as crianças que penduravam suas botas ou meias nas janelas com açúcar para seu cavalo. Thor (o regente de Midgard e filho de Erda, a Mãe Terra) que sobrevoava Midgard com sua carruagem puxada por seus cabritos, jogava, na noite do nascimento de Baldur, brinquedos e doces para as crianças e para isto contava com a colaboração dos Elfos.


 OSERVAÇÃO: Nos tempos modernos da era cristã, Sleipnir ou os cabritos puxando a carruagem de Thor, foram transformados nas renas e o barbudo Odin ou Thor acabaram virando o Papai Noel. Até hoje existe na Noruega, uma estátua de Odin (ou Thor), que a Igreja acabou transformando na estátua de “São Nicolau”. A morte e o renascimento de Balder mostram o fim e o início de um Novo Ciclo. Por esta razão a religião cristã tentou sincretizar Balder com Cristo Ressuscitado, já que Balder também volta dos mortos para trazer Luz ao mundo.

                                                                                                                   Por Denis Magnus

Na véspera do Ano Novo, as moradias eram lavadas de baixo a cima, era feita uma faxina rigorosa e objetos não usados eram doados ou jogados fora. No dia primeiro de dezembro as coroas do advento do nascimento do esperado Deus Menino, com seus bilhetes de pedidos, juramentos ou compromissos, eram queimados para liberar os pedidos. Este período representava a renovação física e espiritual.

O último dia do Ano era uma festa muito alegre na comunidade, com muita comida e bebida, danças, canções e declamação de poesias. À meia noite atiravam flechas incendiadas para iluminar o céu, mas direcionadas para caírem na água, deixando a festa ainda mais animada, com muita luz e muito bonita.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

O NASCIMENTO DE BALDUR – “O BRILHANTE”, “O LUMINOSO”, “O BELO”

DEUS DA LUZ DA MITOLOGIA NÓRDICA
OBSERVE AS SEMELHANÇAS COM O NASCIMENTO DE JESUS


Baldur, o aguardado Deus Menino, nasceu um dia depois do Solstício do Inverno (do hemisfério norte) que tem a noite mais longa do ano. Seria no calendário de hoje, o dia 24 de dezembro, celebrando o renascimento do sol, a luz, pois a partir deste dias, eles começam a ficar maiores e as noites mais curtas.
Ele era o filho de Odin, o Deus Pai e Frigga, a Senhora, portanto meio-irmão de Thor. Nasceu iluminado por uma aura dourada. Cresceu e desenvolveu-se surpreendentemente rápido. Passou a fazer parte do concílio dos deuses ainda muito jovem, onde passou a revelar seu conhecimento mágico do alfabeto divino, as runas, e a cura através da plantas e imposição de mãos. Com uma aparência angelical, muito belo, radiante, resplandecente, claro, cabelo comprido, cachos loiros e olhos azuis, era a personificação da bondade.  era amado por todos e importava-se com eles e defendia os oprimidos.
Baldur nasceu para aumentar a capacidade de aceitação e tolerância, despertar o perdão e a compaixão, morrer e renascer. Era o mensageiro da “Idade de Ouro”, foi o único de deus a renascer depois do apocalipse (Ragnarok), a purificação do Universo e veio a ser “O Senhor” do Universo.
Seus símbolos eram a luz, o brilho, o anel, a coroa e a beleza. Era um deus martirizado pelo mal, portanto um deus sacrificial.
Ele morava em Asgard, em Breidablik, um lugar puro e luminoso, num templo dourado com pilares prateados com sua esposa Nanna (flor). Era muito feliz, mas de repente, passou a ter sonhos de presságio da sua morte e passou a ficar triste e deprimido. Desabafou com sua mãe Frigga, que para protege-lo percorreu os Nove Mundos, pedindo a todos os seres, vivos ou inanimados, que não lastimassem seu filho.
Para comprovar sua invulnerabilidade, colocou-se a prova dos deuses que arremessavam suas armas contra ele. Para alegria de todos, permaneceu ileso, transformando o teste numa alegre e divertida brincadeira.
Enquanto isso, Odin foi consultar uma profetisa. Montado no seu cavalo Sleipnir, atravessou a ponte Bifrost e seguiu até o obscuro Reino de Hel. Surpreso, constatou que ali estava tudo sendo preparado para uma grande festa. Desconhecendo o motivo, procurou pelo corpo inerte da renomada profetisa e entoando encantamentos rúnicos, despertou a vidente do sono da morte, fazendo-lhe várias perguntas, sem revelar sua identidade. Consternado, soube que a festa que estava sendo preparada, era para receber seu amado filho Baldur e sua esposa Nanna. Então indagou como ele morreria e a vidente lhe informou que seria morto por seu irmão cego, Hoedur. A profetisa mergulhou novamente em seu sono eterno e Odin voltou triste para Asgard. Lá Frigga informou-lhe de suas providências e o desesperado pai ficou aliviado.
Aborrecido, Loki observava a brincadeira dos deuses. Invejoso com a invulnerabilidade de Baldur, foi em busca de uma brecha para acabar isso. Disfarçou-se em uma velha e pensou em uma armadilha para Frigga que lhe contou que intercedeu junto a todos os seres pedindo-lhes que não ferissem seu filho. Então a velha (Loki) lhe perguntou se não havia esquecido nada ou ninguém a lhe prestar juramento, e Frigga, pensativa, lembrou-se que havia esquecido de pedir ao modesto e escondido visco, mas não se preocupou, acreditando que se tratava de uma planta inofensiva. Imediatamente Loki confeccionou uma flecha de um galho de visco e procurou Hoedur, o deus cego, retraído, solitário e obscuro irmão de Baldur, atiçando-o a participar da brincadeira. Contente por poder participar, deixou Loki direcionar a flecha em suas mãos para alvejar seu irmão e acabou matando o inocente Baldur. Caíndo inerte e morto,todos deuses que participavam da brincadeira, ficaram surpresos, estarrecidos e caíram em prantos.
Mas Frigga não desistiu de seu filho, e perguntou aos deuses, qual deles se dispunha a ir até Hel e lhe pedir o retorno de Baldur. O deus Hermond se ofereceu como mensageiro e cavalgando Sleipnir, chegou à ponte Gjallar guardada por Mordgud e lhe pediu passagem para penetrar o Reino de Hel. Ali, consternado viu o corpo do seu irmão Baldur. Implorou a Hel que devolvesse a vida a Baldur e o liberasse para voltar a Asgard. Hel impôs uma condição: se todas criaturas chorassem a morte do deus e implorassem por sua volta, ela o liberaria. Então, cheio de esperança, Hermond retornou para levar as boas novas aos deuses em Asgard, que imediatamente lançaram este pedido a todos os mundos. Porém, novamente Loki interferiu com outra maldade e, disfarçando-se como uma velha de nome Thokk que morava numa gruta, e recusou-se a derramar uma lágrima sequer, muito menos, implorar pela volta do luminoso deus.
Com essa decisiva recusa, os deuses, sem escolha, começaram a preparar a pira funerária de Baldur no seu navio Ringhorn, decorando-o com guirlandas e coroas de flores. Quando todos se despediram do amado companheiro, chegou a vez de sua esposa abraça-lo para a derradeira despedida. Então Nanna caiu fulminada pela dor de sua perda. Assim foi colocada ao lado do seu marido na pira funerária. Os deuses ainda colocaram preciosas oferendas na pira e Odin acrescentou seu anel mágico, Draupnir. Uma vez empurrado ao rio, o barco foi incendiado por uma flecha. Quando as chamas engoliam o navio, projetou-se no céu uma enorme luz incandescente.

Loki foi preso e ali permaneceu até o Ragnarok.

Para homenagear ao luminoso deus, costumavam seus companheiros e súditos, costumavam a entoar estas palavras:
Salve a ti, Baldur, o mais belo entre os Aesir. Filho do todo-poderoso Odin e de Frigga, aquela que tudo sabe. Amado companheiro de Nanna e pai de Forseti. Tu, que por traição e inveja foi parar em Hel, mas que renasce como a luz no fim dos tempos dos deuses. Com tua poderosa luz renovadora, venha depressa ficar comigo e me ajude pois preciso do seu amor, bondade e compaixão.  Hail, Baldur!
Fonte: http://iniciacaoasrunas.wordpress.com/2011/05/22/oracao-a-baldur/ 

CURIOSIDADE:
Segundo estudos, a música que entoamos no Natal: "Bate o sino pequenino, sino de Belém, já nasceu o Deus menino, para o nosso bem...", entre muitas outras, seriam músicas entoadas nos remotos tempos, para Baldur, com exceção da nome da cidade de Belem, que teria sido substituída!

Por ocasião da Páscoa, voltaremos a falar em Baldur e sua ressureição.



quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

NATAL NA MITOLOGIA NÓRDICA


No Natal temos de lembrar Baldur, o Deus da Luz e do Sol, da Mitologia Nórdica, pois são fortíssimas as semelhanças com Jesus Cristo.

Baldur nasceu no Solstício de Inverno do hemisfério norte, portanto entre 21 e 23 de dezembro no Calendário Gregoriano e segundo fontes, por volta de 25 de dezembro antes deste calendário.

Como Jesus Cristo teria nascido durante a viagem de Maria e José, de Nazaré a Belém, para o recenseamento romano, não teria acontecido nessa época tão gelada, chuvosa e difícil de viajar.

Baldur era o Filho do “Deus Pai”, Odin e Frigga, sua consorte, “A Senhora” e irmão de Thor, por parte do pai. Também era o mais nobre, gentil e bondoso de todos os deuses e amado por todos. Excedeu a todos em delicadeza, prudência e eloquência. Tão belo que a luz dele se irradiava, envolvendo-o em luz, criava um halo de luz ao redor de sua cabeça.

Próxima semana continuaremos esta maravilhosa história, deste amável e misericordioso Deus!








sexta-feira, 21 de novembro de 2014

- Primeiro mito a se derrubar: 
fonte: esquinamagica.com
Os nórdicos não faziam sacrifícios humanos ou animais!

Isto foi intriga do cristianismo, bem como representar alguns de seus personagens como figuras demoníacas. Oferecer sangue e vítimas aos deuses foram feitas por todos outros povos, ceitas e religiões, inclusive a cristã não muitos séculos atrás, mas não pelo povo que cultuava os deuses nórdicos!

domingo, 16 de novembro de 2014

CURIOSIDADES E HISTÓRIA DA MITOLOGIA NÓRDICA


Surgida há cerca de 3.000 anos A.C., encontramos muitas semelhanças entre personagens, festividades e costumes da Mitologia Nórdica no cristianismo. Podemos perceber o sincretismo necessário para que o povo do Norte da Europa aceitasse o cristianismo, uma vez que foi a última região cristianizada na Europa, em cerca do ano 1.000.

Na antiguidade estes povos não tinham escrita, usavam as runas para inscrições em pedras e madeira. Por volta do século XI foi compilada parte da histório num manuscrito, conhecido como Codex Regius. No início do século XIII, as sagas do manuscrito (que já não estava completo, pois várias páginas haviam-se perdido) foram publicadas, por Snorri Stúrluson, na Islândia, num livro na forma de versos escáldicos. Esta obra, sob o título de Edda (inédito no Brasil) significa avó. Estas histórias não seguem uma cronologia, o que vou criar no meu livro, baseando-me nas histórias publicadas nos Eddas. Mais tarde Snorri publicou também a Edda em Prosa (inédito no Brasil), já totalmente influenciada pelo cristianismo. Também tomarei em conta as obras de historiadores pesquisados e minha experiência na infância.


Também pode-se dizer que J.J.R.Tolkin se inspirou nesta mitologia para escrever seus livros, como a saga do Senhor dos Anéis, O Hobbit, Silmarillion e outros. Os contos dos Irmãos Grimm, Selma Lagerloef também são altamente baseados nestas fontes.