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domingo, 25 de janeiro de 2015

LOKI EM “A CONSTRUÇÃO DO MURO DE ASGARD”


Oi,

Hoje vou contar para vocês o resumo da história de Loki em “A Construção do Muro de Asgard”. Na minha opinião é uma das mais engraçadas. A maioria das histórias desta mitologia são muito divertidas, é isto que mais me fascina.



“Logo após os deuses construírem a fortaleza de Asgard (a morada dos deuses Aesir, na planície de Ida), apareceu um renomado construtor, que se ofereceu a cerca-la com um muro muito resistente. Como pagamento exigiu o Sol (die Sonne – lembrar que em Alemão, trata-se de um substantivo feminino) e a deusa Freya, caso terminasse a construção no decorrer do inverno. Os deuses não queriam aceitar tão alto preço, mas Loki incentivou-os dizendo que o muro nunca ficaria pronto em tão curto prazo.

Porém o gigante possuía um maravilhoso cavalo chamado Svadhilfari, que trazia dia e noite os blocos de pedra colocando-os no lugar. Faltava apenas o último portal antes de acabar o inverno, e tomados de pânico, os deuses culparam Loki pela eminente perda da deusa Freya e da deusa Sol. Ameaçaram mata-lo caso não arrumasse uma solução para o problema.
Apavorado, Loki esperou o cair da noite e assumiu a forma de uma égua atraindo Svadhilfari para longe. O dono, desesperado, tentava impedir seu cavalo de seguir a égua, mas de nada adiantou.

No dia seguinte o construtor assumiu seu fracasso e assumiu sua verdadeira forma de gigante, ameaçando os deuses, acusando-os de tê-lo enganado. Porém Thor empunhou seu martelo mágico, Mjöllnir, e esmagou o crâneo do gigante.


Após um longo sumiço, Loki reapareceu trazendo sua cria, que pariu enquanto metamorfoseado em égua. Era um belo cavalo de oito patas que ofereceu a Odin, para que os deuses o perdoassem. O Deus Pai, aceitou o que logo percebeu que seria o mais veloz dos cavalos, e deu a ele o nome de Sleipnir.”

OBS: a pronúncia de "j"  se pronuncia "i"
                                  "ö" se pronuncia "ó"


AMIGOS: 

Cerca de uma vez por semana vou postar novidades, sintam-se a vontade para comentar, elogiar e criticar! Será ótimo conhece-los e trocar informações, tirar dúvidas, etc. 

Quando iniciei o blog já estava perto do Advento, Natal e Ano Novo, então aproveitei para postar as semelhanças entre Baldur e Jesus, física, simbólica e históricamente; os ícones desta época que o mundo inteiro importou: a árvore de Natal, luzes, Papai Noel, coroa de advento, etc...

Mas depois comecei a postar algo sobre os personagens que todos já conhecemos, mesmo que de outra maneira. Em seguida vou contar a história desde o início, resumidamente, é claro, pois como vocês sabem, este blog está sendo escrito para divulgar meu livro, hehehe...

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

O ÚLTIMO DIA DO FESTIVAL DO YULE



Encontramos na ”Roda Solar” ou “Roda do Ano”, o Festival do Yule  que é a época do Solstício de Inverno no hemisfério norte, quando Baldur, a Criança da Luz e do Sol nasce e depois de sua morte renasce todos os anos nesta época. Dentro da Tradição Nórdica, esta festa durava 12 dias, de 20 a 31 de dezembro, do nascimento do Deus Menino até o Ano Novo. Este era o mais importante de todos os festivais.
Neste período, vários deuses visitavam a Terra. Odin, o Deus Pai, viajava pelo céu com Sleipnir, seu cavalo de oito patas, deixando presentes para as crianças que penduravam suas botas ou meias nas janelas com açúcar para seu cavalo. Thor (o regente de Midgard e filho de Erda, a Mãe Terra) que sobrevoava Midgard com sua carruagem puxada por seus cabritos, jogava, na noite do nascimento de Baldur, brinquedos e doces para as crianças e para isto contava com a colaboração dos Elfos.


 OSERVAÇÃO: Nos tempos modernos da era cristã, Sleipnir ou os cabritos puxando a carruagem de Thor, foram transformados nas renas e o barbudo Odin ou Thor acabaram virando o Papai Noel. Até hoje existe na Noruega, uma estátua de Odin (ou Thor), que a Igreja acabou transformando na estátua de “São Nicolau”. A morte e o renascimento de Balder mostram o fim e o início de um Novo Ciclo. Por esta razão a religião cristã tentou sincretizar Balder com Cristo Ressuscitado, já que Balder também volta dos mortos para trazer Luz ao mundo.

                                                                                                                   Por Denis Magnus

Na véspera do Ano Novo, as moradias eram lavadas de baixo a cima, era feita uma faxina rigorosa e objetos não usados eram doados ou jogados fora. No dia primeiro de dezembro as coroas do advento do nascimento do esperado Deus Menino, com seus bilhetes de pedidos, juramentos ou compromissos, eram queimados para liberar os pedidos. Este período representava a renovação física e espiritual.

O último dia do Ano era uma festa muito alegre na comunidade, com muita comida e bebida, danças, canções e declamação de poesias. À meia noite atiravam flechas incendiadas para iluminar o céu, mas direcionadas para caírem na água, deixando a festa ainda mais animada, com muita luz e muito bonita.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

COROA DE ADVENTO






COROA DE ADVENTO 
SEMELHANÇAS COM A COROA DE AZEVINHO USADA NO YULE DOS NÓRDICOS

Os Nórdicos usavam o Azevinho para fazer a coroa, porque era o único arbusto que se mantinha verde e não perdia as folhas no escuro e assustador solstício de inverno. Portanto, um símbolo de persistência, esperança e vida, trazidos com o nascimento do Deus da Luz.
O significado da coroa ser confeccionada em forma de círculo, é porque ele não tem início nem fim, como o amor que Baldur teria por nós na sua infinita e eterna bondade. Também tem o formato de uma aliança, um elo, um compromisso dele conosco e de nós com ele e para com todos os outros seres.
O círculo também representava o “eterno retorno”, o fim de um ano e o início de outro, a “Roda Solar” (ou Roda do Ano), na qual eles contavam solstícios e luas para marcar os anos.
Esta coroa era feita em 20 de dezembro, enfeitada com luzes, nozes, sinos e escritos contendo pedidos, compromissos ou afirmações para o próximo ano. Em festas familiares eram feitos, sobre este anel sagrado, juramentos, selados compromissos,  com cânticos e histórias sobre o nascimento festejado.
 No dia 2 de janeiro, o décimo segundo dia da festa, era queimada pela matriarca da família, para liberar os pedidos.
Este período de 12 dias, era o Festival de Yule. Uma festividade nórdica, no período que seria hoje, por cerca de 20 de dezembro a 2 de janeiro, cujos símbolos e datas, usamos até hoje.









segunda-feira, 8 de dezembro de 2014




A ÁRVORE DE NATAL (YULE) NA MITOLOGIA NÓRDICA


Para festejar o nascimento de Baldur, o Deus da Luz, os Deuses   Nórdicos   e os humanos de Midgard, enfeitavam pinheiros com luzes e alimentos.

Esta árvore representava Yggdrasil, a Árvore da Vida, por ser a única árvore sempre verde (evergreen), inclusive no rigoroso inverno e simbolizava a vida. Iluminavam e enfeitavam os pinheiros com estrelas e alimentos. As luzes representavam a iluminação que o Deus Baldur, filho de Odin (o Deus Pai) e Frigga (a Senhora), trazia nesta época de clima escuro e perigoso para eles e a esperança que este deus representava com sua infinita bondade. Os alimentos representavam o sustento da vida.

Diz a lenda, que a Deusa Idun, que tinha um pomar com as árvores das maçãs da vida e da juventude, pendurava nos pinheiros, estas maçãs para decorá-lo. Seria o motivo pelo qual enfeitamos nossas árvores de Natal com bolas, enfeites comestíveis e algodão (neve).

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

NATAL NA MITOLOGIA NÓRDICA


No Natal temos de lembrar Baldur, o Deus da Luz e do Sol, da Mitologia Nórdica, pois são fortíssimas as semelhanças com Jesus Cristo.

Baldur nasceu no Solstício de Inverno do hemisfério norte, portanto entre 21 e 23 de dezembro no Calendário Gregoriano e segundo fontes, por volta de 25 de dezembro antes deste calendário.

Como Jesus Cristo teria nascido durante a viagem de Maria e José, de Nazaré a Belém, para o recenseamento romano, não teria acontecido nessa época tão gelada, chuvosa e difícil de viajar.

Baldur era o Filho do “Deus Pai”, Odin e Frigga, sua consorte, “A Senhora” e irmão de Thor, por parte do pai. Também era o mais nobre, gentil e bondoso de todos os deuses e amado por todos. Excedeu a todos em delicadeza, prudência e eloquência. Tão belo que a luz dele se irradiava, envolvendo-o em luz, criava um halo de luz ao redor de sua cabeça.

Próxima semana continuaremos esta maravilhosa história, deste amável e misericordioso Deus!








sexta-feira, 21 de novembro de 2014

- Primeiro mito a se derrubar: 
fonte: esquinamagica.com
Os nórdicos não faziam sacrifícios humanos ou animais!

Isto foi intriga do cristianismo, bem como representar alguns de seus personagens como figuras demoníacas. Oferecer sangue e vítimas aos deuses foram feitas por todos outros povos, ceitas e religiões, inclusive a cristã não muitos séculos atrás, mas não pelo povo que cultuava os deuses nórdicos!

domingo, 16 de novembro de 2014

CURIOSIDADES E HISTÓRIA DA MITOLOGIA NÓRDICA


Surgida há cerca de 3.000 anos A.C., encontramos muitas semelhanças entre personagens, festividades e costumes da Mitologia Nórdica no cristianismo. Podemos perceber o sincretismo necessário para que o povo do Norte da Europa aceitasse o cristianismo, uma vez que foi a última região cristianizada na Europa, em cerca do ano 1.000.

Na antiguidade estes povos não tinham escrita, usavam as runas para inscrições em pedras e madeira. Por volta do século XI foi compilada parte da histório num manuscrito, conhecido como Codex Regius. No início do século XIII, as sagas do manuscrito (que já não estava completo, pois várias páginas haviam-se perdido) foram publicadas, por Snorri Stúrluson, na Islândia, num livro na forma de versos escáldicos. Esta obra, sob o título de Edda (inédito no Brasil) significa avó. Estas histórias não seguem uma cronologia, o que vou criar no meu livro, baseando-me nas histórias publicadas nos Eddas. Mais tarde Snorri publicou também a Edda em Prosa (inédito no Brasil), já totalmente influenciada pelo cristianismo. Também tomarei em conta as obras de historiadores pesquisados e minha experiência na infância.


Também pode-se dizer que J.J.R.Tolkin se inspirou nesta mitologia para escrever seus livros, como a saga do Senhor dos Anéis, O Hobbit, Silmarillion e outros. Os contos dos Irmãos Grimm, Selma Lagerloef também são altamente baseados nestas fontes.